VOLTANDO À CENA...

A  opinião  de

Paul Lies

Junho de 2017 - Ano 17

 

HORA DE REVALIDAÇÃO

Desde Junho de 2014 o FUTEBOLÃO MAnteve nesta coluna nossa análise antecipada das possibilidades de cada seleção na Copa do Mundo de 2014, justificando essa manutenção pelo acerto de 100% de nossas previsões. Foi uma satisfação, apesar da decepção com a campanha brasileira, que já esperávamos. Mas é chegada a hora dos novos tempos. Por isso, vamos colocar aos leitores nossas expectativas para o Brasileirão de 2017, apesar de jogadas apenas tres rodadas e com elencos ainda em constituição.

Vamos analisar cada equipe, começando por aquelas que já se mostram sérias candidatas ao rebaixamento. Com paciência, consegui assistir aos primeiros jogos de todas as equipes e jé me sinto à vontade para fazer algumas previsões.

Avaí e Atlético Goianiense retornam à divisão de elite do futebol brasileiro e chegam, lamentavelmente, com os mesmos pecados que as rebaixaram no passado. O Avaí, com problemas extra campo, está recheado de sinais de que dificilmente se sustentará na Série A, com uma limitação significativa na capacidade de investimentos no plantel, deposita sua confiança na liderança do velho Marquinhos, a qual consideramos importante, todavia insuficiente para reverter o triste quadro que se avizinha. Uma situção que não é diferente para as expectativas do time goiano, que assumiu as responsabilidades de defender o Estado após o rebaixamento do Goiás. O Atlético Goianiense tambem tem um elenco limitado, com a agravante de que suas opções para a formação do meio de campo não incluem um Marquinhos. Tenho constatado, ultimamente, que times com volantes e meias "caranguejos" (que sabem jogar muito bem para trás, recuando bolas, e que erram a maioria dos passes para a frente) acabam para trás nas tabelas de classificação. E aí se situa o Goianiense.

Os representantes do Nordeste, Sport, Bahia e Vitória tem times mais estruturados, principalmente Bahia e Sport, finalistas da Copa do Nordeste. Mas deve se considerar que, historicamente, essas boas estruturas acabam se desgastando durante o campeonato, especialmente em decorrencia dos resultados colecionados fora de casa, levando os elencos ao desânimo e as campanhas ao desastre. Façamos uma exceção às útlimas campanhas do Sport, que no ano passado manteve-se nivelado, com a segurança dada pelo veterano Durval na defesa e com a qualidade de Diego Souza no meio e de Rogério na frente. E agora com Wanderley Luxemburgo no banco. Dos três citados, deve ser o mais competitivo, enquanto o Vitória lutará com afinco para evitar o rebaixamento, do qual deverá se manter bem próximo.

Os dois times paranaenses chegam ao Brasileirão mantendo os mesmos padrões do ano passado. O Coritiba começou melhor este ano, impressionando pelas boas atuações fora de casa, o que foi uma raridade no torneio passado. Mas não acredito que esse padrão possa ser mantido ao longo dos meses até dezembro, em razão do que o Coxa tende a cair com o tempo para posições intermediárias. O Atlético, ao contrário, começou mal, sofrendo uma goleada na primeira rodada e deixando de agradar sua torcida na sequência. Mas, ao inverso do Coxa, o Furacão tem plantel e estrutura para crescer na competição, sem, todavia, permitir sonhos muito recheados aos seus torcedores.

Chapecoense pode ser uma surpresa, já que dificilmente perderá pontods em casa, A Chape reconstituiu o time com elevação de qualidade. Chapecó, nos quatro primeiros meses da competição, é terra ingrata para os adversários, dando aos locais uma vantagem competitiva interessante. Aliando isso à mlehor qualidade da equipe e à motivação ímpar na campanha deste ano, podem levar a Chapecoense à disputa de posição avançada, com grandes chances de Libertadores.

Os mineiros padecem de um torneio estadual fraco, que não serve de preparação para a disputa nacional. O cmapeonato mineiro fica muito abaixo do Paulista e tambem abaixo do Carioca. Mas os plantéis, em contra partida, estão entre os melhores do País. Não sei se Cruzeiro e Atlético conseguirão, financeiramente, manter os padrões até agora conquistados e, se houver perdas nesse aspecto, os plantéis serão afetados. Com isso dois cenários podem ocorrer. O primeiro com Atlético e Cruzeiro no bloco de elite. O outro, com as duas equipes em posições medianas. Vejo, apesar dos primeiros resultados, o Atlético um pouco melhor que o rival. O Cruzeiro terá mais dificuldades para se manter entre os primeiros.

Os cariocas entram na competição com suas melhores equipes dos últimos anos, lideradas por um Flamengo vibrante, artilheiro e convincente. O Vasco contratou, mas tomou um chocolate na primeira rodada. O Fluminense vem com a experiência de Abel Braga e com novos jogadores de qualidade. E o Botafogo apresenta-se com a grande novidade no banco: seu treinador Jair Ventura Filho, que já colecionou o respeito devido, com brilhante campanha na Libertadores. Todos tem chances de estar na elite este ano, disputando as primeiras posições. Em contrário, a força que sempre derruba as rquipes cariocas: a acomodação na segunda parte da disputa. Um desgaste institucional não explicável.

No grupo paulista, o Santos em visível decréscimo produtivo, com Dorival Junior sendo criticado, com grande possibilidade de alteração de comando. Mas, como os exemplos mineiros, tem bom plantel e tudo insica que a crise será passageira. Suas expectativas no torneio passam pela necessidade de reestruturação tática, principalmente na postura do meio de campo, onde Renato já dá mostras de obsolescência, e Lucas Lima exibe excesso de auto confiança, sem posicionamento tático definido. Com bom goleiro, o time mostra falhas defensivas. No São Paulo, Rogério Ceni ainda não mostrou a que veio. Expewrimentou diversas formações, todavia sem corrigir os principais defeitos, Laterais deficientes na marcação e falhas constantes da dupla Maicon- Lucão não foram eliminadas pelo treinador e o ataque, que brilhou no estadual, deixou de funcionar. Nesse ritmo, avizinha-se apenas uma posição intermediária no Brasileirão.

Restam Palmeiras, Corinthians e Grêmio. Todos com amplas possobilidades de título. O Palmeiras, novamente com Cuca, mantem o padrão de 2016 e vai perseguir o bi, com a eficiência de Dudu na frente e a nova alimentação de um meio de campo diferenciado com os velozes e precisos Tche-Tche e Guerra. Borja deverá se adaptar e surpreender. O Corinthians prestigiou Carrile como técnico e sustentou a equipe de muitas conquistas nos últimos tempos. Reincorporou o temível atacante Jô, que tem sido decisivo e conta com a solidez de seu meio de campo bem ofensivo, onde Jadson e Rogerinho despontam. O Grêmio, sob a batuta do admirado Renato, perdeu o Guachão, eliminado nas semifinais, mas entra no campeonato muito forte, principalmente dnetro de sua Arena. São três equipes que, certamente, estarão disputando o título.

Paul Lies